Macapá vive um momento decisivo na política municipal. O Supremo Tribunal Federal determinou, nesta quarta-feira, 4, o afastamento do prefeito de Macapá, Antônio Furlan, conhecido como Dr. Furlan, e do vice-prefeito do município Mario Neto. A medida faz parte de uma nova etapa das investigações que apuram possíveis irregularidades na construção do Hospital Geral de Macapá.
A decisão ocorre no âmbito da segunda fase da operação Paroxismo, conduzida pela Policia Federal, que investiga suspeitas de fraudes em contratos firmados pela Secretaria Municipal de Saúde. O foco das apurações são recursos oriundos de emendas parlamentares destinados à construção da unidade hospitalar, considerada uma das obras mais importantes para a saúde da capital.

De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que agentes públicos e empresários teriam atuado em um esquema que envolvia direcionamento de licitações, desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro relacionados ao projeto e à execução das obras do hospital.
Como parte das medidas autorizadas pelo Supremo, foram expedidos 13 mandados de busca e apreensão, a serem cumpridos em Macapá (AP), Belém (PA) e Natal (RN). Além do afastamento do prefeito e do vice-prefeito, a decisão também determina que servidores públicos investigados fiquem afastados de suas funções por um período inicial de 60 dias.
O caso segue sob investigação e deve ter novos desdobramentos à medida que as apurações avancem.





