Não bastasse a erosão e a salinização enfrentadas pelos moradores do Arquipélago do Bailique, a falta de energia elétrica tem sido mais um problema.
Foram oito dias sem fornecimento e prejuízos para comerciantes, com produtos que precisam de refrigeração, e para as famílias.
Segundo os moradores, o retorno aconteceu nessa terça-feira, 20, por volta das 18h, mas na manhã de quarta-feira, 21, houve outra interrupção.
“Ela voltou ontem, mas hoje de manhã já teve outro desligamento. Ficamos sem ter o que fazer para conservar as coisas que precisam ir para a geladeira e não sabemos quanto tempo vai ficar sem energia”, disse uma moradora.
O Bailique é distrito de Macapá e responsabilidade da Prefeitura, que na opinião dos moradores, virou as costas para o arquipélago com suas oito ilhas e 54 comunidades distribuídas em 1.700 km².
Em junho de 2023 a população enfrentou mais de 30 dias sem energia elétrica. O Governo do Amapá então tomou a frente e organizou um cronograma de ajuda humanitária criando uma força-tarefa de assistência social e saúde para atender a região.
Em 20 comunidades menores, o estado fez a entrega de geradores e óleo diesel, pelo programa Luz Para Viver Melhor. Para expandir o atendimento para mais comunidades, a gestão estadual intensificou as tratativas com o Governo Federal para garantir mais inclusões no programa.
Em outra ação foram entregues 1,3 mil caixas d’água às famílias afetadas pela salinização das águas, que é a invasão da água do rio, pela água do mar.
Os reservatórios são parte de sistemas individuais de captação da água da chuva e servem como cisterna onde os moradores podem armazenar água para o consumo. O armazenamento é suficiente para pelo menos três meses.
Do outro lado, o município permanece calado e sem tomar medidas para pelo menos amenizar os problemas trazidos pelas interrupções diárias de energia elétrica e os transtornos que elas causam para os 12 mil moradores.