Ação realizada em oito habitacionais de Macapá ofertou serviços gratuitos de saúde para cães e gatos.
O 1ª Circuito Pet Habitacional movimentou a Zona Sul da capital, nesta quarta-feira, 17, levando serviços e atividades para os tutores de animais do Residencial Mucajá. O projeto é fruto de uma parceria entre o Governo do Estado e a Secretaria Municipal de Vigilância em Saúde (SEMVS).
Sob a coordenação da Secretaria do Bem-estar Animal (Secbea), ação contou ainda com a parceria da Secretaria do Habitacional (Seab), e atendeu mais de mil tutores, os quais receberam orientações sobre direitos e combate aos maus-tratos animal, vacinaram os pets com a antirrábica, puderam inscrever os bichos no Cadastro Nacional de Animais Domésticos (SinPatinhas) e fizeram o Censo Animal para os cães e gatos.

A secretária da Secbea, Liana Leitão, reforçou o sucesso da ação que terá continuidade conforme dados coletados no Censo Animal, que ajudam a direcionar as políticas públicas.

“Encerramos esta ação aqui no Mucajá com o sentimento de dever cumprido e a certeza de que levamos dignidade para dentro dos habitacionais. Cuidar da saúde dos cães e gatos é, também, cuidar da saúde das famílias. Ver o engajamento dos moradores e o cuidado deles com seus animais nos mostra que políticas públicas descentralizadas, que vão até onde as pessoas mais precisam, são o caminho certo para construirmos uma cidade mais consciente e humana,” destacou.
O residencial São José, na Zona Sul, liderou o balanço com 264 atendimentos. Em seguida, destacam-se os residenciais Nelson dos Anjos, com 183 registros, Açucena, com 165, Macapaba, com 163, e Miracema, com 140. Na sequência, aparecem a Vila dos Oliveiras 71, o Mestre Oscar 48 e o Mucajá, que registrou pouco mais de 30 atendimentos logo no início da ação.

A aposentada Ana Maria, de 53 anos, falou que é fundamental que todos os pets sejam imunizados para garantir mais qualidade de vida.
“Moro no conjunto há 12 anos e vejo essa ação como fundamental. Temos muitos animais abandonados na rua e o risco de contaminação é real. Meu cachorro, mesmo com as vacinas anuais em dia, pegou a doença do carrapato após um passeio na Orla do Araxá. Ele parou de comer, ficou muito mal e quase o perdemos. Esse tipo de assistência é urgente para proteger tanto os cães de casa quanto os da rua,” ressaltou a aposentada.

O secretário municipal de Vigilância em Saúde, Jefferson Oliveira, destacou que a meta do órgão é realizar 14 mil atendimentos na capital. Ele reforçou, ainda, que as ações terão continuidade em outras localidades.

”O balanço dessa ação é extremamente positivo, com um número significativo de animais vacinados. Estamos encerrando a etapa nos habitacionais, mas o trabalho continua nos bairros e comunidades para garantir a proteção dos nossos pets. Quem não conseguiu vacinar o seu bichinho agora pode aguardar a divulgação de novos locais. Para alcançarmos a máxima efetividade, a participação e a união da população com o nosso trabalho são fundamentais,” destacou o gestor.






